J Bras Nefrol. 2019;41(2):215-23.

Treinamento resistido intradialítico: uma estratégia eficaz e de fácil execução

Antônio Paulo André de Castro ORCID logo , Sergio Ribeiro Barbosa, Henrique Novais Mansur, Danielle Guedes Andrade Ezequiel, Mônica Barros Costa, Rogério Baumgratz de Paula

DOI: 10.1590/2175-8239-JBN-2018-0134

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Resumo

Métodos:

43 pacientes (52,8±13,85 anos), com tempo em HD entre cinco e 300 meses, foram acompanhados entre abril de 2014 e julho de 2017. A eficácia do TRI foi mensurada pela CF, avaliada pela força muscular (FM) e pela velocidade de caminhada usual (VCU) e pela QV. Como critério de segurança adotou-se a ocorrência de intercorrências clínicas. O protocolo de TRI consistiu em exercícios de moderada a alta intensidade para os principais grupos musculares, realizados três vezes por semana.

Resultados:

o tempo médio de acompanhamento foi de 9,3 ± 3,24 meses, totalizando 4.374 sessões de TRI. A aderência ao protocolo foi de 96,5 ± 2,90, e os pacientes apresentaram melhora significativa da FM (de 27,3±11,58 Kgf para 34,8±10,77 Kgf) e da VCU (de 0,99 ± 0,29 m/s para 1,26 ± 0,22 m/s). Quanto à QV, tanto os domínios do componente físico quanto do emocional aumentaram significativamente.

Conclusão:

o TRI promoveu aumento significativo da CF e melhora de todos os domínios da QV, e não foram observadas intercorrências importantes com a realização dos exercícios intradialíticos.

Treinamento resistido intradialítico: uma estratégia eficaz e de fácil execução

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